26.4.09

Orgulho!!!!

Laboratório de sexologia

Laboratório de sexologia

por Isabel Freire Fotografia Sérgio Azenha

Uma equipa de seis investigadores acaba de inaugurar o Laboratório de Sexologia da Universidade de Aveiro com o início de um estudo pioneiro sobre a sexualidade dos portugueses.

«POR FAVOR, não interromper, experiência a decorrer», diz uma folha A4 colada na porta do Laboratório de Psicologia Experimental (PsyLab), onde está alojada a nova Unidade Portuguesa de Investigação da Sexualidade Humana. Estamos na Universidade de Aveiro, num momento histórico para a equipa deste laboratório de sexologia, inédito em Portugal.

Lá dentro, faz-se um ensaio com a primeira voluntária, recrutada entre os contactos da equipa. A finalidade é testar procedimentos antes do arranque oficial do primeiro estudo experimental sobre a sexualidade dos portugueses.

Cá fora, no pátio a céu aberto, os alunos deambulam a pé, de skate ou de bicicleta. O bar, mesmo ao lado, está cheio de gente, e a NS’ interrompe as conversas à mesa. «Um laboratório de sexualidade na uni?» Os estudantes reagem com surpresa, mas interesse. Carlos Amorim, Pedro Quinta e Nina Fernandes (colegas do curso de Engenharia Física, com idades entre os 18 e 19 anos) comentam enquanto o café esfria. «É claro! A sexualidade também deve ser estudada. Aquilo que sabemos hoje foi porque alguém investigou. Mas não sei se participaria. Teria de me inteirar melhor, perceber para que servem os resultados», diz Pedro, hesitante. Já os colegas Carlos e Nina não têm dúvidas. Sentem que seria «esquisito» ter alguém a analisar as suas respostas sexuais, mesmo que sob a garantia de total privacidade, confidencialidade e anonimato.

Abrimos a porta do novo laboratório experimental, conhecemos a equipa e o estudo que acaba de se estrear: «Sexualidade feminina e masculina: contributos para um modelo de compreensão biopsicossocial.» O objectivo é compreender em que medida as nossas crenças, pensamentos, afectos, auto-estima sexual ou a qualidade da ligação amorosa (entre outros factores) intervêm na excitação feminina e masculina. Para lá chegar, cem participantes serão submetidos a estímulos eróticos e pornográficos para registo e comparação das suas reacções físicas e psicológicas. Ao longo do visionamento das imagens ser-lhes-á pedido que se imaginem nas mesmas situações, quer com o companheiro quer com um estranho.

«INICIALMENTE, fiquei bastante apreensiva. Afinal, íamos criar uma unidade experimental que usa medidas fisiológicas para a resposta sexual. Algo que nunca foi feito no nosso país! Mas rapidamente me tranquilizei. Tivemos a colaboração do Instituto Kinsey (dos EUA) e recebemos formação de Erick Janssen, um especialista de referência», conta Ana Gomes, psicóloga clínica e uma das seis pessoas com percursos de investigação em sexologia que compõem a jovem equipa do laboratório. A coordená-lo está Pedro Nobre, presidente da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica. A ideia de criar esta unidade surgiu-lhe em 2001, quando esteve na Universidade de Boston (EUA) a finalizar o doutoramento sobre disfunções sexuais: «Tinham um laboratório semelhante. Fiquei fascinado com a possibilidade de testarmos hipóteses em contexto experimental. Permite-nos uma consistência de investigação muito maior.»

O seu braço-direito é Sandra Vilarinho, também psicóloga clínica. É dela o desenho experimental do estudo com o qual arranca o laboratório: «O que tem de mais inovador é analisar o papel mediador de variáveis (psicológicas e relacionais) que ainda não foram suficientemente clarificadas num contexto mais objectivo.»
Contrariamente ao que seria de esperar, o que nasceu primeiro foi o projecto de investigação, e só depois o laboratório. O estudo que agora se inicia foi financiado em 160 mil euros pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, verba que permitiu a compra do equipamento necessário para pôr o laboratório a funcionar – as universidades de Aveiro, Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e de Coimbra são parceiras desta unidade experimental.

Apesar de optimistas, os investigadores antecipam algumas dificuldades: «É uma amostra muito ambiciosa (cinquenta homens e cinquenta mulheres). Em outros laboratórios pelo mundo, começa-se com menos participantes. Além disso, idealmente deveríamos ter voluntários diferentes em termos etários, de formação académica, vivências e atitudes sexuais. Nomeadamente em relação às mulheres, imagino que muitas não aceitem submeter-se à experiência, por haver um conteúdo pornográfico», diz Pedro Nobre.

Para participar no estudo é preciso ter entre 18 e 50 anos, ser-se heterossexual e viver-se um relacionamento há pelo menos seis meses (entre os critérios de exclusão está a disfunção sexual, a pós-menopausa, doenças, medicação e outras drogas que afectem a resposta sexual).


QUE FACTORES intervêm em nós para ficarmos excitados (ou não) perante determinados estímulos? Os investigadores do laboratório português partem da convicção de que certos aspectos psicológicos (cognitivos, emocionais, relacionais e culturais) têm um papel mediador da excitação, mas querem saber exactamente a conta, o peso e a medida desta influência.
Para testar as hipóteses, o estudo propõe aos participantes o visionamento de excertos de filmes, num total de vinte minutos. Um pornográfico, com imagens sexualmente explícitas, um erótico ou relacional, mais centrado na interacção do casal, e um documental, de carácter neutro. A escolha das imagens não foi simples. Que excerto porno usar? Os tradicionais filmes para adultos realizados a pensar numa lógica de procura mais masculina? Ou filmes menos convencionais, mais virados para uma perspectiva de visionamento feminina ou de casal? Esta foi uma das últimas decisões a tomar antes do arranque do estudo. Quando a NS’ visitou o laboratório, a equipa não tinha ainda a decisão final em relação aos excertos eróticos e pornográficos a utilizar.

É exactamente durante o visionamento dos filmes que se faz a medição da excitação. Sozinho, sentado numa cadeira na sala experimental, o participante terá três sensores a registar os sinais da sua resposta fisiológica: batimento cardíaco, tensão arterial e vasocongestão vaginal (no caso feminino) ou a variação da circunferência peniana (no caso masculino). Estes indicadores físicos permitirão aos investigadores quantificar uma das vertentes da nossa resposta sexual: a fisiológica. A outra – de carácter subjectivo – é recolhida através de perguntas sobre o que se pensou e sentiu durante a sessão experimental.
Na fase de interpretação dos dados, a equipa cruzará ambos os indicadores, fisiológicos e subjectivos, para compreender a teia complexa de combinações que está por detrás da excitação feminina e masculina.

Para testar os aparelhos e ter maior sensibilidade na comunicação com os voluntários, a equipa submeteu-se também à experiência. Uma das investigadoras contou à NS’ as suas reacções ao excerto pornográfico: «Apesar de não o achar interessante, acabei por ter uma resposta de excitação. Isto acontece muito na literatura. A pessoa diz que não gostou do estímulo e depois, a nível físico, tem uma resposta. Em terapia surgem muitas mulheres a queixar-se de dificuldades sexuais. E muitas vezes, sem consciência disso, conseguem excitação. Isto diz-nos muito sobre o controlo.»

À partida, os investigadores esperam que as mulheres se reconheçam mais excitadas face às imagens eróticas do que perante os excertos porno. Mas a probabilidade é a de que o seu corpo responda com grau semelhante de prazer nos dois tipos de filmes. Em relação aos homens, pensa-se que vão reconhecer-se mais excitados face aos pornográficos, e que a resposta do corpo será também nessa direcção.

A discrepância entre a resposta fisiológica e subjectiva é a chave deste estudo, que estará pronto em 2010 e se espera contribuir para melhorar tratamentos clínicos, ajudar a prevenir e promover a saúde sexual.

As dúvidas da voluntária

«Vou poder estar vestida? As investigadoras vão estar a ver as minhas respostas na sala ao lado? O dispositivo feminino para medição genital é incomodativo?», foram perguntas que a primeira voluntária colocou à equipa.

Tem 35 anos, vive em Aveiro e é psicóloga. Após duas horas no laboratório de sexologia, aceitou tomar um café e falar à NS’ sobre a experiência. Mantivemos o anonimato e modificámos-lhe o nome. Ana tem uma relação heterossexual há alguns anos, acha que «o sexo é importante» e define-se como não tendo preconceitos.

Se estiver com o companheiro a fazer zapping e encontrar um filme pornográfico na televisão, é possível que se deixem ficar a ver. Mas não se considera uma consumidora de porno: «Num dos filmes da experiência laboratorial, a mulher geme muito. Não me identifiquei nada com ela e, à segunda vez que vi o excerto (vemos os filmes duas vezes), achei-o quase cómico. De qualquer modo, fiquei com alguma vontade de pensar nestas coisas. Tenho uma ideia acerca da resposta do meu corpo, mas gostava de a confirmar», conclui Ana.

Quanto às dúvidas iniciais: a voluntária está despida, sim, mas apenas da cintura para baixo, e não a descoberto. As investigadoras não terão acesso às respostas subjectivas da participante enquanto decorre a experiência. E o dispositivo feminino «não provoca incómodo, tornando-se banal ao longo da experiência», assegura Joana Carvalho, psicóloga clínica e investigadora do laboratório.

Antes de participar, a voluntária contou a alguns amigos que iria submeter-se ao ensaio. A sua perspectiva é a de que as mulheres se mostraram mais interessadas e os homens mais cautelosos: «O meu companheiro ficou curioso, mas não tomou a iniciativa de participar.»

Para a investigadora Ana Gomes «os homens tendem a subavaliar o tamanho do seu pénis. Acham que são sempre pequenos ou então que poderiam ser maiores. A nós interessa-nos apenas comparar aquele pénis específico antes e durante a exposição a um estímulo sexual. Na experiência, o homem vai ser comparado com ele próprio, só com ele».

Cátia Oliveira, outra das investigadoras da equipa, desconfia de que será mais difícil encontrar mulheres voluntárias, «pela visão social mais conservadora em relação à sexualidade feminina, e porque o método de registo é um bocadinho mais invasivo. No homem, o dispositivo em forma de anel é colocado à volta do pénis».


A experiência passo a passo


Inscrição;

Entrevista telefónica (explica-se o estudo e verifica-se se o «candidato» cumpre os requisitos);

Recepção no laboratório, por dois elementos da equipa (um do mesmo sexo do voluntário);

Explica-se novamente o estudo;

Participante lê e assina o consentimento informado;

Preenchimento de questionários (sobre questões médicas, crenças sexuais e satisfação conjugal);

Voluntário entra na sala experimental e coloca os dispositivos de análise fisiológica;

Sessão experimental com visionamento de filmes;

Breve conversa com os investigadores acerca da experiência;

O participante tem o direito de desistir antes ou durante a sessão experimental, sem ter de se justificar;

O participante recebe contribuição financeira para minimizar despesas de deslocação ao laboratório (mesmo que desista).

ENTREVISTA

«O Instituto Kinsey é alvo constante de ataques políticos e religiosos»

Erick Janssen, 45 anos, psicólogo clínico de origem holandesa, é um nome de referência na investigação experimental da sexualidade. Trabalha desde 1995 no Instituto Kinsey (Universidade de Indiana, EUA) e coordena a rede SexLab, composta por especialistas da área espalhados pelo mundo.

Quando surgiu o primeiro laboratório no Instituto Kinsey?

Criei-o em 1996. Foi a primeira vez que se incluiu psicofisiologia na investigação. Actualmente, o Kinsey já tem três.

Quais os principais estudos laboratoriais a decorrer no Kinsey?

A maioria dos nossos tópicos está relacionada com o desejo e excitação, comportamentos de risco e disfunções sexuais. Vamos começar uma nova investigação em compulsividade sexual.

O que pensa do estudo português?

É relevante por várias razões. É o primeiro do género no vosso país. E estuda questões muito importantes como o papel do contexto e de factores relacionais na resposta sexual feminina.

Prevê que o recrutamento de voluntários portugueses seja complexo?

Quando me mudei de Amesterdão, na Holanda, para Bloomington (EUA), a questão do recrutamento preocupava-me bastante. Mas fui surpreendido positivamente. Mesmo que este sítio seja bastante mais conservador do que Amesterdão, há muita gente curiosa a valorizar este tipo de investigação.

A equipa de Pedro Nobre é maioritariamente feminina. Pura coincidência?

Nos últimos dez anos, muitas mulheres entraram neste campo de investigação e começaram a focar-se mais na sexualidade feminina. Houve um tempo em que mais homens estudavam a disfunção eréctil mas, provavelmente por causa do Viagra, há hoje menos investigação nesta área.

Em geral, qual o feedback da sociedade norte-americana a estes estudos?

O Instituto Kinsey é alvo constante de ataques políticos e religiosos. Já estamos acostumados. Nos EUA temos história de pequenas minorias, muito expressivas, com muito impacte na política, mas a maior parte das pessoas apoia este tipo de investigações.

Considerando os contactos da sua rede SexLab, quais as tendências de estudo da sexologia actualmente?

Resposta sexual feminina, nomeadamente a diferença entre o que se sente e o que acontece no corpo, disfunções sexuais (problemas de excitação, disfunção eréctil, desejo sexual hipoactivo), comportamentos de risco e ofensas sexuais.


A equipa de investigadores

Pedro Nobre, 38 anos, Porto

Doutorado em Psicologia pela Universidade de Coimbra, docente da UTAD, onde dirige o mestrado em Psicologia Clínica e presidente da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica. «O laboratório pode trazer mais-valias em termos de investigação e de formação, mas não só. No futuro, talvez possamos ajudar a colmatar a escassez de respostas clínicas de sexologia, pois pensamos criar um gabinete de consulta em terapia sexual (sobretudo a nível das disfunções sexuais), para o público em geral.»

Sandra Vilarinho, 35 anos, Porto

Doutoramento em Psicologia Clínica, na Universidade de Coimbra, sobre Funcionamento e Satisfação Sexual Feminina. «Sinto uma grande ambivalência. Receio que a adesão não seja aquela que gostaríamos, mas, por outro lado, sei que a população acaba muitas vezes por dar melhor receptividade do que se espera. A aprovação deste projecto, com esta temática, é já um excelente sintoma de abertura em termos de mentalidade.»

Ana Gomes, 28 anos, Coimbra

Doutoranda em Psicologia Clínica, na UTAD, sobre Disfunções Sexuais Masculinas. «Somos profissionais de saúde, técnicos treinados, disponíveis para dar um acompanhamento individualizado aos participantes. As pessoas lembrar-se-ão da exposição, mas também da naturalidade e profissionalismo com que a experiência é feita. Vão sentir-se confortáveis e seguras, com grande privacidade. Acima de tudo o respeito pelas pessoas.»

Cátia Oliveira, 28 anos, Coimbra

Doutoranda em Psicologia Clínica, na UTAD, sobre Disfunções Sexuais Femininas. «Vamos ajudar a naturalizar alguns conceitos, abrir os olhos para a população em geral e psicólogos em particular. As pessoas vão habituar-se à ideia, ao que estamos a fazer. É um processo gradual. Quem tiver uma educação conservadora poderá ter à partida uma ideia negativa, sobretudo se a informação não lhe chegar da melhor forma. Se houver crenças religiosas pelo meio, provavelmente será mais complexo.»

Joana Carvalho, 27 anos, Aveiro

Doutoranda em Psicologia Clínica, na UTAD, sobre Comportamento dito desviante e compulsividade sexual. «Se há uns anos me perguntassem a minha opinião sobre a investigação em Portugal, eu teria dito que aqui não vamos a lado algum. Hoje, tenho a noção de que vale a pena apostar na investigação e na investigação da sexualidade. É muito trabalho, mas muito aliciante.»

Pedro Laja, 39 anos, Viseu

Psicólogo clínico. Área de interesse: empatia e sintonia emocional dentro do casal. «Mesmo em certos domínios da medicina não é fácil conseguir sujeitos para ensaios clínicos. Dentro da nossa temática, acreditamos que também não será, mas poderemos ser surpreendidos. Julgo que todos temos uma componente altruísta, e contribuir para a evolução do conhecimento é um argumento de peso.»

Noticia retirada da NS, Diário de Noticias, 25/04/2009

URL: http://sexlab.web.ua.pt telefone: 234 370644 telemóvel: 93 447 90 10 e-mail: sexlab@dce.ua.pt

4 comentários:

Psilipe disse...

:) !!!

Solinhos disse...

Parabéns Amiga!

(ainda vou ver se consigo comprar o jornal! ;)))!)

Mariana Lanna disse...

Boa tarde,

Meu nome é Mariana, sou psicóloga formada em 2005. Trabalho com atendimento clínico relacionados às ofensas sexuais. Me especializei em Teoria Psicanalítica e apresentei minha monografia, orientada pela Profª Drª Cassandra Pereira França, coordenadora do Projeto CAVAS - (Projeto de Pesquisa e Atendimento a Crianças e Adolescentes Vítimas de Abuso Sexual) - da UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte, Brasil, com o tema: "O sentimento de culpa de mulheres abusadas sexualmente, um projeto social". Atualmente realizo estudos sobre o tema e trabalho no AMEFI (Ambulatório Especial para Famílias Incestuosas), coordenado pelo Prof. Dr. Raimundo Lippi, presidente da ABTOS (Associação Brasileira de Tratamento a Ofensas Sexuais) no departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina da UFMG.

Interessada em realizar o mestrado em Portugal, pesquisei os professores e trabalhos desenvolvidos e vi sobre o laboratório de Aveiro.

Gostaria de saber sobre os estudos desenvolvidos na Universidade em outras instituições, assim como das linhas de pesquisa, orientação e outros trabalhos na área, possíveis de serem realizados.

Agradeço a atenção e me coloco à disposição para quaisquer esclarecimentos.

Mariana Lanna
(marilannabh@gmail.com)

André "M&M" Silva disse...

tendo encontrado este blog tão tardiamente não quero deixar de comentar...o projecto do Sex Lab português é, de facto, de louvar e tendo tido durante três anos o Prof. Pedro Nobre como professor, bem como a Prof. Ana e a Prof. Joana não posso deixar de me sentir algo nostálgico por ver este post. Primeiro porque o Prof. Nobre nos abandonou este ano pela UA e depois porque há muito que deixámos de ver quer a Prof. Joana quer a Prof. Ana. Infelizmente a UTAD perdeu muito sem estes óptimos professores. Quero dar novamente os parabéns e esperar que o projecto não perca nenhum fulgor consoante o tempo vai passando e o interesse do público vá esmorecendo.

Felicidades,

André Silva